Quase ontem, suas pétalas adentraram meu templo,
naquele tempo suas delícias, tantos florais de outono...
Seda, silhueta seu contorno, meu tesão real adorno,
e pequei olhares entre suas coxas, e dentre colchas...
Suas íntimas janelas, pelas noites arandelas, afoitos,
entre sais e laços, conduzidos, conceptos e acrílicos...
Entre páginas melodiaram, aos cetins lençóis ataram,
violeta abusada e lasciva, seu íntimo o fogo, abrasiva...
E naquela ordem suas lavas, grita em cio pela madeira,
estardalharam ecos pela ladeira, fincados noite inteira...
Quase ontem, suas pétalas adentraram meu templo,
naquele tempo suas delícias, tantos florais de outono...
PAMPOETA

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