quinta-feira, 31 de julho de 2014



São decalques daquelas íntimas ilhas,
onde as adolescências de pele e alma,
fizeram dos florais e amadeirados altar...

Quando nas pedras pousavam gaivotas,
em noites cintilavam os cílios dos lírios,
foram os tempos dos cataventos ao luar...

Naquele tempo de álamos e margaridas,
e fui soldado do amor entre os girassóis,
despindo as lícitas purezas em arrebóis...

Inebriados olhos, os tempos das chuvas,
lágrimas nas areias, prantos nas aldeias,
e algumas melodias em ventos e curvas... 

São decalques daquelas íntimas ilhas,
onde as adolescências de pele e alma,
fizeram dos florais e amadeirados altar...

PAMPOETA






...assim, alarga as ilhas de minh´alma,
por onde o corpo estardalha em pele...

...ali diamantes compõe um vago céu,
melodiando por um adeus os amantes...

...adormecidos os prantos nas janelas,
candelabros apagados, sem arandelas...

...repagino-me, e nada ao amanhecer,
e quando anoitecer a rotina na retina... 

...alguns sonham com lírios, imensidão,
outros sem momentos, e sem estação... 

...assim, alarga as ilhas de minh´alma,
por onde o corpo estardalha em pele...

PAMPOETA

segunda-feira, 28 de julho de 2014




DESPERTAR DAS FLORES


Em fontes que afrontes, magias das madressilvas
Tão líricas margaridas em latim, por cetins tulipas
E as rosas, as rosas delirantes, sedas instigantes
Em versos e rimas violetas damas, roxas vinhetas 


Aos acrílicos sóis de girassóis, orquídeas de baile
Em tantas flores, cores dos amores e lírios do vale
Harmoniosamente, conceptos flocos o pólen, o cio
O amor perfeito das imantadas pétalas, ao luar viril 


E violinos de cedros, de sede, e verde o primaveril
Das notas de amarílis, íris de begônias, véu juvenil
Entre álamos, lumes, noites, cantigas do alvorecer
Páginas lidas, pássaros lençóis vingam amanhecer 


Então cantas, anti-donzelas as claves amadeiradas
Florais pele que revele, madrugadas das acopladas


PAMPOETA





...e naquela tarde revoadas de rouxinóis,
valsa das borboletas, ventre em lençóis...

...e um sol melodiando em notas o piano,
entre versos e rimas, poesias insinuando...

...e naquele beijo n'alma os lindos lábios,
reticências(...) indaga aquele velho sábio...

...e livros não repaginam sem o entender,
pássaros não gorjeiam sem o amanhecer...

...e mármores e pratas, rosas e cascatas,
os lírios nos ladrilhos, sintonia com alegria...

...e até logo, até um novo céu do anoitecer,
espero-te na janela, seu sorriso aquarela...

...e cante-me, e encante-me, envolva-me,
pernoites em sentinelas e flores tão belas...

PAMPOETA





Àquela ou outra poesia, cabe n'alma de quem à sente...
...também poeta, faz-se o leitor quando à absorve...
Hum !!! Mas tem que ser no íntimo, talvez na face...
...quando assim, rompem às águas em lágrimas doces... 
Tantos amores... em flores ou dores... tantas poesias...
...pássaros de vidros estilhaçam em paredes de cetins...
Uma flor na pele da amante e o diamante puro da paixão...
...lírios tão líricos, sonhos acrílicos, amar-te-ão às rosas... 
Dos mares os seus contos... nas rochas às relidas prosas... 
...também poeta, faz-se o leitor quando à absorve...
Àquela ou outra poesia, cabe n'alma de quem à sente...

PAMPOETA





...naquela imensidão ladrilhavas em seu corpo,
e como um manto lhe cobria com as estrelas...

...meus versos abusivos as nossas permissões,
olhos entre os olhos, tão lícitas as concepções...

...ali lhe desenhava... e emoldurava-te em mim,
margarida branca e azul jasmim, éramos assim...

...despia-te longos desejos, a marca dos beijos,
úmidas sedas entre as coxas, belas as imagens... 

...naquela imensidão ladrilhavas em seu corpo,
e como um manto lhe cobria com as estrelas...

PAMPOETA




...alguns pássaros e almas debandaram em silêncio,
abandonaram as catedrais de pedras, porém preciso
e decisivos... alçariam outros elos, e outros amores,
outras flores de vidros, e outros portais de cristais...

...porém não foram inconsequentes, mas desejavam
amar... além de tudo, e além do mar !!!

PAMPOETA

domingo, 27 de julho de 2014



...aliás, o que seria daquelas paixões sem
as metáforas ??? Logicamente as poesias
não existiriam, e as gaivotas não sorririam

...dos versos que acariciam tantas almas,
e as páginas do céu, estrelas nas palmas,
então cantamos no coral dos anjos líricos

...melodiares acrílicos em pianos de vidros,
aqueles livros lidos e relidos, as letras ouro
além do mar uma águia lilás, o véu tesouro

...logo cantas nas aldeias, sereias em cio,
e o homem pescador, alarga a ilha, o viril, 
sentinelas às janelas, flor de pele no pavio 

...madeira no verniz, fogo, água, chafariz,
a fogosa meretriz e a bela rosa imperatriz,
faço amor em cores, sorvo-te os sabores 

...aliás, o que seria daquelas paixões sem
as metáforas ??? Logicamente as poesias
não existiriam, e as gaivotas não sorririam

PAMPOETA






Aquele palhaço esboçado n'alma, sorria...
Picadeiro coração, lágrimas e aplausos
Horas fosse à navarro, rodeado em ilhas
Pelas matilhas, ordenados santos cães

Mas, apenas chora, como criança chora
Quando sorri sentado, sinais das chuvas
A vida corre... as pilastras logo estouram
E rios cobrarão as faces que humilharam 

Prantos de um menino descalço, calou-se
Ventos desaforados, voltarão as estações
E o trem ausentará, sem seus passageiros
Alguns suplicarão, outros serão sepultados

Aquele palhaço esboçado n'alma, sorria...
Picadeiro coração, lágrimas e aplausos

PAMPOETA




PÁSSAROS DE VERNIZ

Pássaros de verniz pousaram nos gramados...
E cantaram dolores em canções vespertinas...
Linguagem das flores, comentaram as rosas...
As mensageiras de Deus entre céu e jardins...

E quando chega a prima da Vera, aliás linda !!!
Obra-prima da estação, das almas em petalares...
Se queres chorar mulher, chores e ame demais...
Assine uma folha em branco e deixe com Jesus...

Liberte-se das incertezas das rachas de chão...
Pegue os lírios dos campos e abrace um infeliz...
Catedrais estão em prantos soam tristes sinos...
Então faça com que... amores sejam de amores...

Pássaros de verniz pousaram nos gramados...
Mas, noites chegaram e foram para as estrelas...

PÁSSAROS DE VERNIZ

PAMPOETA







Assim... pelas janelas a magia daquele que seria
as páginas de uma saudade, o trem que recolhia
sonhos e tantas almas, sorrisos de tantos anjos
Seus dormentes e adormecidos, pelas paisagens
imagens cultuadas no íntimo em lágrimas do ser
Como esquecer os trilhos, as casas e alvenarias,
seis horas Ave Maria, a estação, o céu e o trem
E folheando aquele jornal, lembro-me do homem,
mais um passageiro do tempo, do momento em
que as horas eram senhoras das linhas daqueles

Assim... pelas janelas a magia daquele que seria
as páginas de uma saudade, o trem que recolhia...

PAMPOETA


Em meados daquele outono, seus
lábios em deleite, mel em contorno
Entrelaces laçados ao amanhecer
tecida à querida flor... enlouquecer

E a pele cravada sua pele, o íntimo
lateja as entranhas, tantas estrelas
E vontades por tê-las, umedecidas
fendas paridas... versos submersos

E encantados com o tecer os lírios
fincados seus portais sóis acrílicos
Das lágrimas nas areias, solicitude
sentinelas daquele amor em atitude

E os ventos, ordenados pelas vidas
melodias, arte poesia da despedida
Daquelas lembranças os carrosséis 
e cataventos, rodas gigantes, anéis

Em meados daquele outono, seus
lábios em deleite, mel em contorno

PAMPOETA


...encontro minh'alma em mármores,
mas no delírio da carne o corromper...

...entre flores e pele as lidas doridas,
daquela rosa meus olhos em pausa...

...estilhaça-me o solo, templo íntimo,
corpo em salas, catedrais de pedras...

...pelas ladeiras as corredeiras, vilas,
e vielas... chuvas tantas nas janelas...

...abrigo o castigo, abrupto interrupto,
e nada acalma, frio e suor na palma...

...vendavais em plurais, portos e cais,
solidão e minhas gaivotas, as notas...

...madeira e lenho, aliás não detenho,
vaga-me as digitais dos florais, libido...

...aflorados sentidos, sem o intercalar,
prantos delirar a minha carne faminta... 

...encontro minh'alma em mármores,
mas no delírio da carne o corromper...

PAMPOETA


...e encontro-me nesse silêncio abstrato, na mais profunda poesia, 
e tocam os violinos das almas, suas catedrais de pedra, os álamos 
enfileirados estampam fotografias de parede... os pássaros cantam,
e nada dizem... abortadas foram as páginas, entre sóis ao meio dia...


PAMPOETA

...então defina, aquela fina flor do amor,
defina a cor do pôr-do-sol depois da dor...

...sem definição, como céu, uma melodia
acústica, rosas rústicas paridas ao chão...

PAMPOETA

Paulo André Moraes - Despertar



...alguns ouviram melodias,
outros não puderam dançar...

...alguns cantaram alegrias,
outros não souberam amar...

...pelos varais desencantos,
valsam os ventos, e prantos... 

PAMPOETA

...por ali andávamos, e não olhávamos para trás, 
aliás fomos conceptos e acrílicos sem pensar...

...naquela estrada de vidro, que poderia quebrar,
sobre o sol e o céu, e a lua daquele índigo mar...

...aveleiras e madrepérolas, gaivotas estardalhar, 
sobre cedros e avenidas os líricos naquele olhar...

...tardes das melodias, e solicitude nas calçadas,
o verbo do amor valia, entre meios às passaradas... 

...por ali andávamos, e não olhávamos para trás,
aliás fomos conceptos e acrílicos sem pensar...


PAMPOETA










E como haverá um logo, assim um até logo !!!
Dias de ventos, chuvas, e sóis também...
Os encontros, os desencontros...
Os encantos, os desencantos...
Os olhos nos olhos, e desolhares também...
Abraços apertados acontecerão...
Lábios com lábios serão selados...
Mas, ficaremos calados... na hora do Adeus !!!
Outros tempos abortados, e lágrimas paridas...

Perdidos nas despedidas, sem saber o que fazer...
Então quando o jardim florir-te, colhemos as flores...
Nem todos os dias, são dias de poesias e amores...
Assim como findam as valsas, naufragam as balsas...
Os lírios morrem, as margaridas perdem as melodias...
Um dia amor na luz do dia, e uma noite sem alegria...
E os pássaros cantam !!! Felizes ou não os ouviremos...
E quando o amor chegar que seja pleno, pois nada volta...
Aliás, o íntimo se revolta, por não fazermos valer à pena... 

E como haverá um logo, assim um até logo !!!
Dias de ventos, chuvas, e sóis também...


PAMPOETA





...e por ali formei-me águia,
nas águas em flor de lácio...
...álamos em aço, aveleiras,
entre cortes dos diamantes...

PAMPOETA

...e nada há mais belo que o simples,

as rosas dizem isto em seus olhares...




PAMPOETA



(...) assim é como ver um barco e um arco 
atravessar as sentinelas rumo à imensidão...

(...) aliás com toda a clareza e imensurável
beleza o fogo da paixão na escala do amor...

(...) são rios que transbordam águas quentes
e pelas vertentes os lírios das almas em flor...

(...) e poemas cirandam no peito sobre efeito
avassalador e um pássaro encantado no pôr...

(...) no pôr do sol por dentro... os mais líricos 
sentimentos... páginas em louvor, sim é amor... 

(...) assim é como ver um barco e um arco 
atravessar as sentinelas rumo à imensidão...


PAMPOETA







Minha solidão são catedrais anônimas
Sinfônica alma em prantos dos cantos 
E contento-me seus sóis aos quintais
Luas, noites, lacrimais e desencantos

E trago-te em versos, entre as pupilas
Enxergo-te nos campos sobre lençóis
São confrontos íntimos em guerrilhas
Coração ardente em feixes e arrebóis 

Então, vagueio em noturnas estações
Acasalo o vento em minhas angústias
Sinto-me perdido, sem suas aparições
São ilhas do ser e são pedras rústicas

Vozes acústicas por de trás de vitrais
Os anjos esqueceram-me na varanda 
Desejo estourar as portas, os portais
E fico atordoado nessa negra ciranda

Minha solidão são catedrais anônimas
Sinfônica alma em prantos dos cantos 

PAMPOETA










Então o tempo gira como a roda gigante,
um novo carrossel do amor logo adiante...

Novos abraços, novos beijos... maturidade,
novo sol e intensidade... horas e felicidade...

E quero o calor das suas mãos nas minhas,
quero olhar-te em arte, olhos de esmeraldas...

Pressa não temos pressa, perfeição é lenta,
e Deus criou o mundo em sete longos dias...

Quero melodiar-te nas manhãs e beijar-te
a face antes de colher o sabor dos lábios...

Precisamos do simples, a magia das flores,
o néctar das maçãs... a beleza das romãs...

Então o tempo gira como a roda gigante,
um novo carrossel do amor logo adiante... 

PAMPOETA




...acordei dos sonhos, das páginas em ilhas,
onde as trilhas eram dos versos, e dos lírios,
onde naqueles ladrilhos cirandavam rouxinóis... 

...esmeraldas os olhos teus, flores e cristais,
meus sais, aliás lágrimas, por ventos esperas,
lindas telas, hábito de olhar no céu imaginário...

...poesias dobram joelhos para decompor-se,
em seus fragmentos por tantos pores do sol,
ecos no matinal em caladas suas montanhas... 

...fechando o livro de cabeceira, adentro-me,
embriagados momentos foram tecidos a alma,
na palma a rima não tecida, e um poema solo... 

...acordei dos sonhos, das páginas em ilhas,
onde as trilhas eram dos versos, e dos lírios,
onde naqueles ladrilhos cirandavam rouxinóis... 

PAMPOETA





E seu perfume de zingara em alma
Contidas ainda, as relidas, o corpo... 
Cadenciados os jardins dormentes
Primaveris, asas de pétalas e aves

Cantei alto, e retornando muralhas
Mas, ainda a essência e sentinelas
Aquarela das íris, do arco em cores
Das flores e cristais seus louvores

Catedrais, lírios, passos e rastros
Marcadas as páginas dos tempos
Os lamentos acústicos, sentença 
E recompensa lua daquele amor

E seu perfume de zingara em alma
Contidas ainda, as relidas, o corpo... 

PAMPOETA





CORES DOS PRADOS

Não tens mais sapatos aqui... sente-se nos gramados...
E sinta os perfumes das flores, e as cores dos prados...

- E aqueles gigantes pássaros ??? Não são pássaros seu bobo !!! rsrsrs
São bandos de anjos arcanjos em sintonia com a imensidão...
- Nossa... e aquele clarão sobre as santas pedras douradas ???
São sombras das águas diamantadas e purificadas em florais...
- Nossa... ouço daqui o estardalho dos sabiás das laranjeiras...
São assovios das almas azuis em cantorias das sextas-feiras...
- Nossa... aqui as chuvas são de pratas... e prateadas as luas...
São os ornamentos de Deus em suas belas obras arquiteturas...

Não tens mais sapatos aqui... sente-se nos gramados...
E sinta os perfumes das flores, e as cores dos prados...

PAMPOETA


(...) aliás a poesia cabe na alma de quem à absorve...

escreve-la ou não torna-se-á um mero detalhe !!!


(...) palavras germinam no peito quando as simples

sementes estão em ápices e amorosamente prontas...


(...) a poesia é daquele poeta e daquele leitor... poesias,

poesias são flores de quem ama e de quem tem o amor...


PAMPOETA




Então um dia... poderás me perder, sem ao menos

nunca ter por luas e sóis e lábios me encontrado...


Eu não quero ser como os ventos, os ocultos que

como alguns cultos e tempos gritam sem direções...


Respeito todas as estações... plantios das rosas,
mas aguardo as colheitas... amor nasce por amor...


Nada por acaso acredito, porém braços cruzados
e sonhos não delineados, perdem o tom e o som...

PAMPOETA

sábado, 19 de julho de 2014





Ocultei as palavras naqueles dias de sombras
Onde as valsas das almas calaram os violinos
As notas inadequadas aos pianos em desafino

E naquelas taças os vinhos que não bebemos
E naquelas tardes as praças que não vivemos
Daquele culto dominical sem causas e efeitos

O sol daqui alarde em tecidos de peles alvas
Álamos enfileirados entre aves das mármores
Amores decompostos os acrílicos sem salvas

Ecoaram lágrimas vermelhas paridas em lagos
Poemas escritos nas areias longe das aldeias 
E alguns pergaminhos enrolados e amarelados

As notas inadequadas aos pianos em desafino
Ocultei as palavras naqueles dias de sombras
Onde as valsas das almas calaram os violinos


PAMPOETA

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