domingo, 27 de julho de 2014



...encontro minh'alma em mármores,
mas no delírio da carne o corromper...

...entre flores e pele as lidas doridas,
daquela rosa meus olhos em pausa...

...estilhaça-me o solo, templo íntimo,
corpo em salas, catedrais de pedras...

...pelas ladeiras as corredeiras, vilas,
e vielas... chuvas tantas nas janelas...

...abrigo o castigo, abrupto interrupto,
e nada acalma, frio e suor na palma...

...vendavais em plurais, portos e cais,
solidão e minhas gaivotas, as notas...

...madeira e lenho, aliás não detenho,
vaga-me as digitais dos florais, libido...

...aflorados sentidos, sem o intercalar,
prantos delirar a minha carne faminta... 

...encontro minh'alma em mármores,
mas no delírio da carne o corromper...

PAMPOETA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página