...encontro minh'alma em mármores,
mas no delírio da carne o corromper...
...entre flores e pele as lidas doridas,
daquela rosa meus olhos em pausa...
...estilhaça-me o solo, templo íntimo,
corpo em salas, catedrais de pedras...
...pelas ladeiras as corredeiras, vilas,
e vielas... chuvas tantas nas janelas...
...abrigo o castigo, abrupto interrupto,
e nada acalma, frio e suor na palma...
...vendavais em plurais, portos e cais,
solidão e minhas gaivotas, as notas...
...madeira e lenho, aliás não detenho,
vaga-me as digitais dos florais, libido...
...aflorados sentidos, sem o intercalar,
prantos delirar a minha carne faminta...
...encontro minh'alma em mármores,
mas no delírio da carne o corromper...
PAMPOETA

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