domingo, 12 de março de 2017


...foram alternativas horas...
um tempo lamento, de águas salinas e salobras de mágoas, dos lírios os delírios dos sonhos, um trem que passou e nas estações tantas saudades...

...foram alternativas horas... 
um amor no peito imenso para doação, mas sem trocas um mundo de amor tão só, somente eu e o amor em todas aquelas estações dos anos...

...foram alternativas horas... 
estradas de areias, estradas de chão batido, asfalto quente, caminhos que me levaram aos mais ardentes amores, e nas voltas o vazio das bagagens...

...horas das lágrimas das almas... 
dores nos ossos doem menos, indescritível e absoluto, fel no culto, amargo no mel... mas, não chorei por não tentar ao contrário, tentei muito...

...horas das lágrimas das almas... 
confissões com Deus no quarto de paredes cinzas e sem as flores para testemunhar... árduo e intenso, estilhaços e fragmentos por dentro...

...horas das lágrimas das almas... 
clamo por Deus e pergunto : - porque tanto sofrimento ??? somente procurei amor e doar-me... o que me resta ainda além das dores na alma ???

...foram alternativas horas...
...horas das lágrimas das almas...


PAMPOETA

domingo, 6 de setembro de 2015


Paulo Moraes

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... como aço que afia a navalha
uma muralha com ventos ao topo... uivo e sopro...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... como águas nas ribeiras em
seringueiras as lágrimas no peito... colo e leito...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... vejo anjos d´asas douradas
em catedrais petrificadas... aves em revoadas...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... sol nascendo entre florattas
jardins em serenatas... rosas líricas e acrílicas...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... sumo daquele ventre e entre
o regaço da flor... nua em cio... amore de amor...

PAMPOETA

sábado, 5 de setembro de 2015


O profundo em lírico
Instigante no acrílico
De amores e sabores
Amantes entre cores

Naquela lua de prata
O poema, a serenata 
Daquele rosto rosado
O beijo foi encantado

Voltamos em novas
De páginas e provas
Atados, entre almas
As flores em palmas 

O amor, flor de amor
A flor cheiro de amor
E a lágrima ali caída
As rima curou ferida

O profundo em lírico
Instigante no acrílico
De amores e sabores
Amantes entre cores

PAMPOETA



AVALANCHES DE VERSOS

Vem como pedras... avalanches de versos !!!
Anunciar as rimas quase que comprometidas...
Turbilhões das letras no tablado das poesias...
Vem de asas, anjos, aves e comboios e rumam...

Umas destinatárias, outras ilusões, outras desilusões...
Acham-se, perdem-se, levantam e caminham...
Letras verdes, frases amadurecidas, textos cultos e ocultos...
Mundo da poesia, onde são permissíveis todos os sonhos...

Assim... entra o amor e leva no peito uma linda flor !!!
Assim... entra o desamor e carrega na alma a dor !!!
Vem como pedras... avalanches de versos !!!
Uma sina ??? Um sinal ??? Meras escritas ??? Ditas ??? Reescritas ???

Puta que o pariu !!! Desculpe-me a expressão... sou poeta ou não ???
O que é a poesia ??? "Dom celestial ou Carma astral" ???
E estas tais inspirações, composições... avalanches de versos !!!
E a alma que não acalma... versos à escrever e rimas à dedilhar...

Parece loucura... ser parceria ou ruptura com o real...
Algo indecifrável... escrever porque ??? Porque não escrever ???
As vezes cansa, mas a dança das letras valsam no cérebro...
Turbilhões de letras... oras anjos !!! oras capetas...

Vem como pedras... avalanches de versos !!!
Quer saber !!! esquece !!! preciso escrever agora...

PAMPOETA





PÁSSAROS DE VERNIZ

Pássaros de verniz pousaram nos gramados...
E cantaram dolores em canções vespertinas...
Linguagem das flores, comentaram as rosas...
Das mensageiras de Deus entre céu e jardins...


E quando chega a prima da Vera, aliás linda !!!
Obra-prima da estação das almas e petalares...
Se queres chorar mulher, chores e ame demais...
Assine uma folha em branco e deixe uma rosa...

Liberte-se das incertezas das rachas do chão...
Pegue os lírios dos campos abrace e seja feliz...
Catedrais estão em prantos pelos tristes sinos...
Então faça com que os amores sejam amores...

Pássaros de verniz pousaram nos gramados...
Mas, noites chegaram e foram para as estrelas...

PÁSSAROS DE VERNIZ

PAMPOETA





...nossas almas suplicaram por flores,
poemas e amores de um livro sem fim...

PAMPOETA

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