Amanheço
Amanheço repente... nas janelas pássaros
em silêncio ocultam seus cantos...
São abstratas as imagens que inspiram-me
poesias dos amores e dissabores...
Amanheço repente... nas janelas pássaros
em silêncio ocultam seus cantos...
São abstratas as imagens que inspiram-me
poesias dos amores e dissabores...
Versos nas avenidas passam rapidamente,
e tão veloz como se fossem carros...
E algumas meninas crianças com rosas em
mãos para oferecer aos enamorados...
Olhos percorrem suas ladeiras em lágrimas,
páginas lembranças os bancos madeiras...
Vida novamente abrupta e não interrupta,
recolho novamente meu amor no peito...
Pés descalços sobre calçadas tão geladas,
caminhos contra-mãos das quentes areias...
São abstratas as imagens que inspiram-me
poesias dos amores e dissabores...
E por fim... finais de tardes em recolhidas,
poesias descabidas, noites versos ao chão...
PAMPOETA
