segunda-feira, 20 de outubro de 2014


Àquela ou outra poesia, cabe n'alma de quem à sente...
...também poeta, faz-se o leitor quando à absorve...
Hum !!! Mas tem que ser no íntimo, talvez na face...
...quando assim, rompem às águas em lágrimas doces... 
Tantos amores... em flores ou dores... tantas poesias...
...pássaros de vidros estilhaçam em paredes de cetins...
Uma flor na pele da amante e o diamante puro da paixão...
...lírios tão líricos, sonhos acrílicos, amar-te-ão às rosas... 
Dos mares os seus contos... nas rochas às relidas prosas... 
...também poeta, faz-se o leitor quando à absorve...
Àquela ou outra poesia, cabe n'alma de quem à sente...

PAMPOETA

domingo, 12 de outubro de 2014



Então faço poesia de ti... versos e inversos até o final do pôr do sol...
Refaço-te no corpo as rimas... as ilhas, o céu, o mar e o viril prazer...
Percorro seus olhos diamantes... almas seladas e atadas, amantes...
E alargo o seu íntimo, rego su' flor... entre horas e auroras, o amor...


PAMPOETA

sexta-feira, 10 de outubro de 2014



...e mesmo naquele silêncio, vossos olhos marejados falaram
daquele amor... uma melodia cativante, um violino e um piano...

...e naquela poesia de amar o luar através de um olhar, tempo
das gaivotas apaixonadas em revoadas... tão líricas e acrílicas...

...e lábios intercalaram as almas... corpos desenharam atados,
verso e rima... uma obra em obra-prima... prima de primavera...

...e cantaram e dançaram... e fizeram amor por debaixo do sol,
olhares ditaram as posições e as delícias naquele dia do amor... 

...e mesmo naquele silêncio, vossos olhos marejados falaram
daquele amor... uma melodia cativante, um violino e um piano...

PAMPOETA

domingo, 5 de outubro de 2014



Que flores são estas nos olhos teus ???
Logo amanheci entre rosas de cristais...

Que flores são estas nos olhos teus ???
Deus... abriram as janelas e os portais...


Que flores são estas nos olhos teus ???


PAMPOETA

The Walkers There's No More Corn On The Brasos 1971)





E quando chegar amanhã... traga em seus olhos o brilho
desse amor, em seus lábios aqueles adocicados desejos...

E quando chegar amanhã... traga seus acetinados beijos,
e no fundo do ser uma sintonia entre os arrebóis e florais...


E quando chegar amanhã... traga nos seios lindas maçãs 
degustarei-te-ei com paixão e mel... traga também o céu...

E quando chegar amanhã... traga alguns pássaros n'alma 
me acalma em notas de piano... do, ré, mi, fá, sol, lá, si TE AMO...

PAMPOETA

domingo, 28 de setembro de 2014



E assim o meu coração... como se fosse pássaro em deleite
no monte... luz e paz no céu do horizonte... amor para doar...

O regaço do valente... soldado combatente assim (eu) estou,
olhos na plenitude, mãos dadas com os anjos dali que canto...

Quero flores, peço cores... enalteço os jardins nos olhos dela,
das páginas à aquarela... tons cintilantes do novo amanhecer...

O tempo da colheita, os frutos amadurecidos, do beijo colhido,
um abraço apertado, e os sentimentos compartilhados vividos...

E assim o meu coração... como se fosse pássaro em deleite
no monte... luz e paz no céu do horizonte... amor para doar...

PAMPOETA



Moro entre as ilhas do silêncio... amanheço na paz do
seu amor... em portais abrigo o sol e a poesia no peito...

Contemplo seu corpo e o contorno ao meu, onde a luz
refaz-me e tomo-te como se fosse à outra primeira vez...

Alguns pássaros azuis estardalham seus cantos no céu,
flores se abrem e íntimas pétalas esperam fecundações...

O lírio agasalhou a rosa após a prosa dos atos profundos,
e naqueles delírios fecundos amanheciam e estremeciam...

O jarro d'água sobre à mesa e naquela certeza dos lençóis,
um branco cetim ainda em frescor, e no leito o nosso sabor...

Moro entre as ilhas do silêncio... amanheço na paz do
seu amor... em portais abrigo o sol e a poesia no peito...

PAMPOETA

domingo, 21 de setembro de 2014



Naquele brilho do olhar recolhi meus fragmentos,
refiz o diamante de minh'alma e estou composto...

Vidas e melodias entre girassóis, rosas e arrebóis,
um beijo intercalou lábios, o silêncio falou de amor...

São novas páginas do tempo no momento do céu,
então canto com os pássaros nas altas montanhas...

Dos amanhãs os sabores das maçãs, nas cirandas
poesias de Deus e álamos enfileirados nos quadros...

E as estrelas guiaram nova lua, e o rio guiou o mar...

PAMPOETA



(...) refaço-te nas chuvas... as curvas... teu corpo escorre
perfume de mulher... então envolvo-me em seus desejos,
cetim dos lábios, seda dos beijos... amanheço em poesia,
corpos em flor... pássaro de cor... tão paixão... tão amor(...)

PAMPOETA


...assim... naquele momento recordei aquela paz perdida no tempo,
foi acaso, foi destino, foi alma e devoção... foi rio e mar, compaixão...

...sorriso por trás das vitrines, e olhos nos olhos entre a lua e o céu,
na volta dos pássaros perdidos, o sino, orações dos ventos antigos...

...extraordinário orquidário, tão belo e renova-se o cenário, anoiteço
esperando o amanhecer... esperanças na aurora, nas flores e flora...

...uma declaração celeste os anjos das ocasiões, abrem os portões,
as providências, as evidências, restaurações entre as reticências(...) 

...assim... naquele momento recordei aquela paz perdida no tempo,
foi acaso, foi destino, foi alma e devoção... foi rio e mar, compaixão...

PAMPOETA






Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas
e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...

Precisávamos um do outro... daquelas mãos dadas,
dos pássaros, das praças, das poesias derramadas,
fomos alma na alma, fomos carne na carne... lábios...

Lábios aguçados, adocicados, tantos feitos e efeitos,
e entre o pólen daquelas rosas e o néctar das maçãs,
avenidas enlouquecidas, amor e paixão das manhãs...

Delirantes, os mais ousados desejos, regados beijos,
naqueles corpos que escorriam, embriagantes vinhos,
e cúmplices entre os cetins, íntimos atados e amados...

Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas
e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...

PAMPOETA

quarta-feira, 10 de setembro de 2014






Denotas as notas em seu coração e sinta...
Ouvir uma canção e degustar com a alma
também é poesia... 

PAMPOETA


E minh'alma entre as aves, naquele culto absoluto ao amor, 
foram páginas de vidros... corações relidos até o pôr-do-sol, 
e tornaríamos diamantes nas revoadas, céu entre mosaicos...

Nossas ilhas e um mar de mel... nunca seremos os mesmos
até o último sinal... margaridas e girassóis, lábios dos anjos,
íntimos e acrílicos, rastros de flores no chão, altos da paixão...

Um aceno entre as folhas úmidas, uma separação de almas,
ventanias em muros de outono, sobre contorno o desespero,
cantamos, nos amamos, e foram momentos os mais divinos...

Cavalgamos por catedrais de pedras, colhemos rosas e lírios,
lícitos e conceptos... amantes e vorazes... melodias e claves,
lembranças de um banco, um lago, e um sorriso lindo e largo... 

E minh'alma entre as aves, naquele culto absoluto ao amor, 
foram páginas de vidros... corações relidos até o pôr-do-sol...

PAMPOETA

Sim... precisei daquele tempo e da percepção,
e alguém permaneceria n'alma daquele amor,
outras nos ventos, folhas passadas da paixão...

PAMPOETA





E uma tarde de um outono qualquer e uma solidão
acompanhada por mim... e algumas folhas ao chão, 
daquela imagem nas íris... uma miragem do ventre,
no íntimo ainda sinto... olfato carnal daquela mulher...

E não posso sentenciar a minh'alma, e nem mesmo
conspirar contra os meus desejos... mais profundos,
e como manusear, romper com o sangue nas veias,
arrasto meus rastros nas areias... mas o vento grita...

Foi quase ontem, um livro de poemas e uma paixão,
emoldurados entre os versos e nas rimas, e no gozo 
lavas vulcânicas, e daquelas entranhas estremecidas,
um vingo de muitas eras, e esperas por tanto querer...

Foi a carne acoplada com a alma... a rosa fecundada,
amantes ardentes e cúmplices, inocentes e culpados...

PAMPOETA


...estradas dos meus poemas, esquinas das ventanias,
momentos flores de carne, e n'outros almas de pedras...

...lírios em olhares acrílicos, sentenças e peito aberto,
amar uma sintonia, sons e claves, notas uma sinfonia... 

...parques íntimos, lábios e sorrisos, imagens e florais, 
catedrais e cedros dos tempos entre lagos de vitrines... 

...estradas dos meus poemas, esquinas das ventanias,
momentos flores de carne, e n'outros almas de pedras...

PAMPOETA





sexta-feira, 5 de setembro de 2014




E foi naquele vicio de amar... amei assim...
nem puderas imaginar o quanto... e ilhas
estendidas entre tantas, estrelas do céu...

E foi assim, quase assim, eu mesmo me
perdi de mim... era setembro... me lembro,
pássaros noturnos vertendo suas lágrimas...

Entre folhas os versos, prantos e páginas...
foi um sonho de sonho... flores de marfim,
os diamantes, amantes, jardins e serafins... 

E foi naquele vicio de amar... amei assim...
nem puderas imaginar o quanto... quanto ???

PAMPOETA



...aquela alma de rosas em mulher dilatava o meu íntimo ser,
encantava-me o toque... lábios de cetim e seu batom carmim...

PAMPOETA



..então alimentou-se, despindo o véu... por ali colheu a flor
da pele... um momento absoluto, um culto ardente ao amor...

...dedilhou tuas páginas, escreveu às suas margens em mel, 
em ouro, em sais... abertos portais e atos vingaram, amaram...

...acetinadas composições, sedas e florais, e naquele calor
o sol entre a lua... lábios e líbidos... tão cúmplices e carnais...

PAMPOETA

terça-feira, 2 de setembro de 2014




A poesia fecunda... a poesia acalma... poesia a voz
das almas... cavalgamos entre campos verdoengos e
ladrilhamos em portais celestes... e a poesia é isto...

A poesia é sonho... melodias no alvorecer, cante-me
para ouvir-te entre os passarinhos, ninhos enobrecer
outrora, nova aurora, és poesia, então assim eu canto...

A poesia é regar... e plantados os versos e das rimas
aflorar, procuro-te à beira mar, nas ilhas de mármores 
entre molduras das almas, poesias e flores de palmas... 

A poesia fecunda... a poesia acalma... poesia a voz
das almas... cavalgamos entre campos verdoengos e
ladrilhamos em portais celestes... e a poesia é isto...

PAMPOETA


...preciso separar o joio do trigo, não quero pedras
invalidas e nem ervas-daninhas... ao que sobrou o
tempo dirá, mas minhas intuições... as reconheço...

...amanheço só, porém com aquele sol da verdade
ao meu lado... outras composições e aprendizados... 

PAMPOETA



























Pássaros antes do amanhecer, repaginei seu íntimo
entre portais da madrugada, escancarei suas janelas...

Estardalhei tuas ilhas, teu laço da paixão e do amor,
água que lhe banhou, vingo que lhe rasgou, cantou...

Em meados de setembro, ainda me lembro, delícias
e fendas... difamadas as brancas, sedas dos lençóis...

E indefesa pelas entranhas, os delírios, as façanhas,
o cio, o poema se deita... um rio aceso, su' flor aceita...

Aflorados em núpcias, sem renúncias, líricos e lícitos,
regados, acrílicos, mas no luar, um íntimo envaideceu...

PAMPOETA
                                                                 







...atento naquele tempo, onde a melodia renascia,
foi mágico e noturno... universo e verso da paixão...

...estendia-se o luar entre cetins de prata, e após
a serenata, pôr do sol à tecer, rosas do alvorecer...

...exatamente primavera, nova era... e admiráveis 
jardins, amantes, catedrais de pedras e jasmins... 

...alguns mosaicos em pétalas pela pureza, pelo
perfume, n'outro lado daquele rio, gaivotas e lume...

...estações dos trens da cidade, e naquele quadro 
amarelado, prantos das almas, e tantas saudades...

PAMPOETA

segunda-feira, 1 de setembro de 2014


...fale-me do seu dia... das suas alegrias, e das suas 
esperanças, então beije-me em silêncio, antes do sol,
pôr do amanhã, antes de tudo, e das páginas do amor...

PAMPOETA


E vejo flores nos olhos teus... é quando minh'alma
brilha, defronte um espelho, suas íris, tom de arco 
íris... vejo um barco, vejo um arco, vejo um poema...

PAMPOETA

domingo, 31 de agosto de 2014






E assim... alçam voos os meus versos soltos, mas no silêncio
d'alma para poder ouvir o som do céu... um delinear de rimas,
d'outro lado algumas gaivotas cantam poemas e os declamam 
pelos ares e montanhas... e então consigo sentir suas lágrimas...

Nas manhãs as maçãs do amor, e a valsa dos lírios em delírios,
lábios se encontraram, o rio transbordou, bebeu a água do mar...

PAMPOETA

quinta-feira, 28 de agosto de 2014




..perfume de poema, íntima e úmida, e acesa rosa,
frasco da sedução, e entre o colo, álamos e âmbar...

...entrelaces, intercalar, rio que seduz mar, poemar,
silhueta divina, voz que fascina... ousada, sim felina...

...embriaga em cio, estardalha meu viril... selvagem
e carente... lábios envolventes, por mim repaginada...

...e tantas voltas, tantas valsas, tantas vezes atadas,
lágrimas em sorrisos... tão excitantes e perpetuadas...

...perfume de poema, íntima e úmida, e acesa rosa,
frasco da sedução, e entre o colo, álamos e âmbar...

PAMPOETA

quarta-feira, 27 de agosto de 2014



...e alguns vales de minh'alma arderam nas despedidas,
mas, foi necessário o tempo do vento naquelas partidas...

...os anos adormeceram ao peito, efeito... pós vendavais,
sentimentos e sentinelas, barco à deriva, prantos no cais...

...tantas cirandas envolvidas, algumas abortadas, outras
paridas, das cantigas coloridas, das valsas estilhaçadas... 

...pássaros de outono cantaram pelos parques, e adiante
o céu em giz desenhado no asfalto, e um dia amei por ali...

...e lembranças das janelas em verniz, e daquele chafariz
o íntimo da praça, meus olhos brilham, minha vida passa...

PAMPOETA




Então por acaso, recolhidas às lágrimas no tempo da seca, sem
rumo as chuvas... mas, sem almejar, haveriam novos momentos...

Deitei os meus sentimentos, por luas e sóis, as poesias alçaram
seus voos para outras montanhas, além mares, e sem delineares... 

Foram tempos reclusos, onde as ilhas de mármores estilhaçaram,
onde meu templo, minhas catedrais sentenciaram os calabouços...

E algumas aves de pedra adentraram portais, entre salas de sais,
o valente gritou por desespero, no momento divino o céu se abriu... 

PAMPOETA




Algo de novo aconteceu... aquele homem de mármore
se fez carne ao amanhecer, renasceu sem envaidecer...

E foram silêncios por vários outonos, tantos contornos,
buscas de um refazer, porém ainda em ilhas, e milhas...

Algumas gaivotas agora em suas voltas, seus sentidos,
e faz do céu o manto em cetins líricos, canta e levanta...

E adormecido em seu templo, seu corpo, seu momento,
algo de novo aconteceu... flor das pedras vingou, teceu...

E descem dos portais, os anjos celestiais, seus dizeres
em pergaminhos... rosas são belas, mas tem espinhos...

Algo de novo aconteceu... aquele homem de mármore
se fez carne ao amanhecer, renasceu sem envaidecer...

PAMPOETA



Então, voltarei nas fotografias no tempo que amar novamente, 
e defronte ao mar, naquela vontade de segurar outras mãos...

E serei letra com melodia, saber com sabedoria, e entregarei
soleados as estrelas para anoitecer, e o sol para o meio dia...

E pelas tardes de verão, a bela paixão, serei poesia e verso,
um universo à dois, sim abrirei as portas, adentrarei portais... 

Então, voltarei nas fotografias no tempo que amar novamente, 
e defronte ao mar, naquela vontade de segurar outras mãos... 

PAMPOETA

segunda-feira, 25 de agosto de 2014




E atravesso dimensões de minh'alma, anoiteço
em cidadelas, em ilhas e nas esquinas... amor...

Amor... por amor eu canto e danço... refaço-me,
repagino-me... alimento a flor da vida e da carne...

Navego pelos mares, em continentes, em luares,
amanheço amante, ardente, recomeço diamante...

Contemplo, formas dos sutras, abusivo e paixão,
criando composições, alargam corpos, emoções... 

E atravesso dimensões de minh'alma, anoiteço
em cidadelas, em ilhas e nas esquinas... amor...

PAMPOETA



Eu canto contigo por todos os cantos, seus encantos
no canto daquele pássaro, escorrendo a ave da alma...

Nas cortinas por trás das janelas as mais belas telas
de álamos e flores, dos amantes e dos líricos amores...

E na contemplação da lua, a flor da pele, e ver-te nua,
pupilas dilatam, água na boca, tantas veias exaltadas...

Nosso leito derrama, a fama, a febre, o cio que difama,
acesos, adeptos, rasgados e conceptos, entrelaçados...

O vingo, o estardalho, os florais entre lençóis ardentes,
fincados e famintos, entre o cedro madeira, e o absinto... 

Eu canto contigo por todos os cantos, seus encantos
no canto daquele pássaro, escorrendo a ave da alma...

PAMPOETA

quinta-feira, 21 de agosto de 2014




Então absolve-me dessa paixão descabida, onde as rosas 
banham-se em lágrimas... e recolha os meus tolos versos...


E minh'alma entre o céu de mármore vagueia na imensidão,
ore por mim nas catedrais de bronze, meus olhos de longe...


O pôr do sol apontou na esquina, e aves de rapina ao chão,
barco daquele quadro à deriva, meu porto em sal, e solidão...


Alguns impertinentes de outras vidas devoram-me em risos,
outros indecisos parecem querer, iluminar-me n'outro salão...


Rasguei... e não tenho mais fotos, e não tenho mais cartas,
tenho sim, a prece de caritas e um anjo da guarda de prata... 


PAMPOETA




..e estávamos ali, entre o mel dos lábios, contornando
os beijos, tatuados os corpos, entrelaçados e intensos...

...e quase tarde, por tanto umedecidos, constantes em
seus líbidos, não pausaram os pianos, nem os sentidos...

...e nem o tempo calou, nem a valsa parou, vingaram os
corpos, adentraram ao íntimo, o perfume exalado absinto...

...e naquele tempo da poesia, a flor da pele, os girassóis,
os portais, e os arrebóis, alguns pássaros estardalharam...

...e estávamos ali, entre o mel dos lábios, contornando
os beijos, tatuados os corpos, entrelaçados e intensos...

PAMPOETA

Bonnie Tyler: I still haven't found what I'm looking for

Naquela história amávamos... ambos permissíveis e incontidos... entre os desejos à flor da pele... e cantamos todas as canções, porém ardestes muito amor sobre os olhos da lua, também por debaixo do sol... lembrar-te-ei nossas tardes úmidas e íntimas... Naquela história amávamos... ambos permissíveis e incontidos... PAMPOETA

segunda-feira, 18 de agosto de 2014




..e ouvistes as vozes das flores por entre jardins e pilastras,
mulheres acústicas, e algumas rústicas entre tantos luares...

...e algumas noites escaldantes, com vinhos e candelabros,
entre notas em florais e algumas donas de tais, aliás no cais...

...e navegastes em tantas ilhas por milhas de tardes outonais,
lidas em sais, entre os delírios dos lírios, por entre os ventres...

...e algumas melodias, lágrimas vermelhas do pássaro noturno,
sentinelas das janelas, soldado do amor entre tantas aquarelas... 

...e ouvistes as vozes das flores por entre jardins e pilastras,
mulheres acústicas, e algumas rústicas entre tantos luares...

PAMPOETA


...e ninguém espera o brilho dos olhos do amor
por esperar... almejamos o belo, um elo das íris,
uma sintonia de cores e paixão com o arco-íris...

PAMPOETA

Total de visualizações de página