Então por acaso, recolhidas às lágrimas no tempo da seca, sem
rumo as chuvas... mas, sem almejar, haveriam novos momentos...
Deitei os meus sentimentos, por luas e sóis, as poesias alçaram
seus voos para outras montanhas, além mares, e sem delineares...
Foram tempos reclusos, onde as ilhas de mármores estilhaçaram,
onde meu templo, minhas catedrais sentenciaram os calabouços...
E algumas aves de pedra adentraram portais, entre salas de sais,
o valente gritou por desespero, no momento divino o céu se abriu...
PAMPOETA

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