E então, haverás aquele tempo em que tantas palavras
estilhaçadas ao vento, retornarão em mosaicos d'alma,
a calma e calmaria serão retratos das horas de oração...
As páginas do coração esperadas em portões e portais,
entre dias de frios e de sais, mas no íntimo a esperança,
e por quantos dias ali nas capelas, lágrimas derramadas...
Anjos de mármores e algumas aves de cristais estariam
presentes entre as tardes de um céu de chuvas salobras,
mesmo assim a devoção e a fé permaneceu, agora canto...
São sentinelas do novo alvorecer e o tecer de novos lírios,
pelas mãos acenando ao céu aos guardiões da imensidão,
catedrais e vilarejos, vilas e vielas... haverás aquele tempo...
E então, haverás aquele tempo em que tantas palavras
estilhaçadas ao vento, retornarão em mosaicos d'alma,
a calma e calmaria serão retratos das horas de oração...
PAMPOETA

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