segunda-feira, 18 de agosto de 2014



E então, haverás aquele tempo em que tantas palavras 
estilhaçadas ao vento, retornarão em mosaicos d'alma,
a calma e calmaria serão retratos das horas de oração...

As páginas do coração esperadas em portões e portais,
entre dias de frios e de sais, mas no íntimo a esperança,
e por quantos dias ali nas capelas, lágrimas derramadas...

Anjos de mármores e algumas aves de cristais estariam
presentes entre as tardes de um céu de chuvas salobras,
mesmo assim a devoção e a fé permaneceu, agora canto...

São sentinelas do novo alvorecer e o tecer de novos lírios,
pelas mãos acenando ao céu aos guardiões da imensidão,
catedrais e vilarejos, vilas e vielas... haverás aquele tempo... 

E então, haverás aquele tempo em que tantas palavras 
estilhaçadas ao vento, retornarão em mosaicos d'alma,
a calma e calmaria serão retratos das horas de oração...

PAMPOETA

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