domingo, 6 de setembro de 2015


Paulo Moraes

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... como aço que afia a navalha
uma muralha com ventos ao topo... uivo e sopro...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... como águas nas ribeiras em
seringueiras as lágrimas no peito... colo e leito...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... vejo anjos d´asas douradas
em catedrais petrificadas... aves em revoadas...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... sol nascendo entre florattas
jardins em serenatas... rosas líricas e acrílicas...

...amor de mármore d´alma jacarandá... quem
o viu quer amar... sumo daquele ventre e entre
o regaço da flor... nua em cio... amore de amor...

PAMPOETA

sábado, 5 de setembro de 2015


O profundo em lírico
Instigante no acrílico
De amores e sabores
Amantes entre cores

Naquela lua de prata
O poema, a serenata 
Daquele rosto rosado
O beijo foi encantado

Voltamos em novas
De páginas e provas
Atados, entre almas
As flores em palmas 

O amor, flor de amor
A flor cheiro de amor
E a lágrima ali caída
As rima curou ferida

O profundo em lírico
Instigante no acrílico
De amores e sabores
Amantes entre cores

PAMPOETA



AVALANCHES DE VERSOS

Vem como pedras... avalanches de versos !!!
Anunciar as rimas quase que comprometidas...
Turbilhões das letras no tablado das poesias...
Vem de asas, anjos, aves e comboios e rumam...

Umas destinatárias, outras ilusões, outras desilusões...
Acham-se, perdem-se, levantam e caminham...
Letras verdes, frases amadurecidas, textos cultos e ocultos...
Mundo da poesia, onde são permissíveis todos os sonhos...

Assim... entra o amor e leva no peito uma linda flor !!!
Assim... entra o desamor e carrega na alma a dor !!!
Vem como pedras... avalanches de versos !!!
Uma sina ??? Um sinal ??? Meras escritas ??? Ditas ??? Reescritas ???

Puta que o pariu !!! Desculpe-me a expressão... sou poeta ou não ???
O que é a poesia ??? "Dom celestial ou Carma astral" ???
E estas tais inspirações, composições... avalanches de versos !!!
E a alma que não acalma... versos à escrever e rimas à dedilhar...

Parece loucura... ser parceria ou ruptura com o real...
Algo indecifrável... escrever porque ??? Porque não escrever ???
As vezes cansa, mas a dança das letras valsam no cérebro...
Turbilhões de letras... oras anjos !!! oras capetas...

Vem como pedras... avalanches de versos !!!
Quer saber !!! esquece !!! preciso escrever agora...

PAMPOETA





PÁSSAROS DE VERNIZ

Pássaros de verniz pousaram nos gramados...
E cantaram dolores em canções vespertinas...
Linguagem das flores, comentaram as rosas...
Das mensageiras de Deus entre céu e jardins...


E quando chega a prima da Vera, aliás linda !!!
Obra-prima da estação das almas e petalares...
Se queres chorar mulher, chores e ame demais...
Assine uma folha em branco e deixe uma rosa...

Liberte-se das incertezas das rachas do chão...
Pegue os lírios dos campos abrace e seja feliz...
Catedrais estão em prantos pelos tristes sinos...
Então faça com que os amores sejam amores...

Pássaros de verniz pousaram nos gramados...
Mas, noites chegaram e foram para as estrelas...

PÁSSAROS DE VERNIZ

PAMPOETA





...nossas almas suplicaram por flores,
poemas e amores de um livro sem fim...

PAMPOETA


Lua que me chamas e me amas... fatos
e relatos... dores na solidão... anos que
passaram... dos amores em contra-mão...

Lua que me ama e me chamas... relidas
lágrimas não contidas... um livro sem fim
naquelas gavetas... olhos, amor por mim...


Lua que me chamas e me amas... anjos
e legiões... tantas obras e composições,
sorrisos nas janelas... estrelas tão belas...

Lua que me chamas e me amas... ventos
sentenças de um tempo... do trigo colhido,
o amante... o amigo... o colo daquele amar...

Lua que me chamas e me amas... do longe 
do perto... daquele sentimento elo profundo,
estardalho ao mundo... conceptos e lícitos...

Lua que me chamas e me amas... ali senhora
embora em flor de pele nua em lua... eu teço
e amanheço... no horizonte a fitar... lua amar...

PAMPOETA






...e não fui tristeza em demasia, nem ao menos uma alegriatransbordada... fui do amor aprendiz... fui alma de amor... 

...alcancei um tempo sem tempo... e perdi tempo por não
amar mais e mais... fui do amor aprendiz... fui alma de amor...

...outros seriam outros, não eu, por isto o limite de mim, e
amei e chorei... amei e sorri... hora de ficar fiquei, também parti...

...tantos sóis de primaveras, tantas janelas de estrelas, e nas telhas
lágrimas daquelas aves, e algumas suaves cantorias em capelas... 

...e não fui tristeza em demasia, nem ao menos uma alegria
transbordada... fui do amor aprendiz... fui alma de amor...

PAMPOETA






O PÁSSARO AQUELE...

E logo que nas manhãs... seus mantos verdejam...
Ouvirás canções do seu pássaro... sim daquele !!!
Cantos por su'alma... seus lábios ainda latejam...
Eis o marco em vida saudades, os poemas dele...

Desculpa-se o pássaro pela imperfeição humana...
No amor te amou... pecou por muito... tanto amar...
E ainda em vosso leito... as concepções na cama...
Cenas afloradas, ardentes paixões, o cio versejar...

E tentarás esquecer-lhe, porém tão mera a ilusão !!!
O pássaro aquele... sempre entoarás... o teu canto...
Abrirás as janelas de vidro, estarás ali seu coração...
Amou-te como nunca, anjo do amor, mas não santo...

E logo que nas manhãs... seus mantos verdejam...
Ouvirás canções do seu pássaro... sim daquele !!!

PAMPOETA










...onde estavas quando lhe procurei em lágrimas...
deixei-te poesias estendidas em quintais naqueles varais...
...para o sol secá- las... amor e paixão... almas e páginas...

PAMPOETA



Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas

e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...


Precisávamos um do outro... daquelas mãos dadas,
dos pássaros, das praças, das poesias derramadas,
fomos alma na alma, fomos carne na carne... lábios...


Lábios aguçados, adocicados, tantos feitos e efeitos,
e entre o pólen daquelas rosas e o néctar das maçãs,
avenidas enlouquecidas, amor e paixão das manhãs...


Delirantes, os mais ousados desejos, regados beijos,
naqueles corpos que escorriam, embriagantes vinhos,
e cúmplices entre os cetins, íntimos atados e amados...


Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas
e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...


PAMPOETA





Pai... 
- Você foi o errado mais certo que conheci...
Foi com você... em você que aprendi e cresci...
Você disse coisas para eu fazer, mas você mesmo nunca o fez !!!
Você disse coisas para eu não fazer, mas você o fez...
Você me explicou a estrada do mal caminho e com muito zelo a sua grandeza, orientou o bom caminho.
O que um dia não fizeram por você, você dobrou por mim...
Às vezes em que você errou com certeza Deus lhe perdoou, pois os acertos foram tantos “Pai”, que levariam anos para contar...
Você foi filho de rua, apesar de ter mãe tua...
Você foi indomável... menino de rua, jovem da vida, homem do mundo...
Sim... o indomável mais amável que conheci...
Você foi o pai que eu queria.
Você foi o pai que eu gostei de ter.
Você atestou um dia, com grande alegria o meu nascer, as coisas são estranhas, mesmo não querendo com muita angustia atestei o seu morrer.
Onde estiver eu nunca largarei de você e com certeza um dia me atestará com alegria novamente e ficaremos de novo juntos dali para sempre.
Meu “Pai” vá com “Deus” e continue olhando por mim, por nós onde estiver independente da distância.
Nunca mude, continue sempre com o seu bom astral um homem do bem não faz o mal.
Um dia quando Deus permitir venha me buscar, pois irei com você a qualquer hora e lugar.
Obrigado! Por tudo, tudo, tudo, tudo...
Foi válido, nada, nada foi em vão, você mora no meu coração.
Um dia caminharemos de novo juntos e novamente eu quero aprender com você.
Pai... eu te amei
Eu te amo
Sempre te amarei.
Obrigado, por tudo.
Obrigado, pela minha vida.
Obrigado, por ter me dado honra de ser seu filho.


E, nunca se esqueça, do que eu te pedi, me espere um dia e eu vou com você.

PAULO MORAES ( PAMPOETA )






...alguns versos ocultos em almas de amor,
adormeceram na lua de prata... cintilantes...

...vozes das noites... seus delírios... anjos
das fronteiras... o céu... zingara perfumada...


...inocente e sem razão a mulher que não
quis chorar... mas, chorou ao amanhecer...

...álamos e rio... um poema de lágrimas e
uma rosa seca dentro de um livro sem fim...

PAMPOETA











E tão logo ao entardeceres, ouço aquela melodia
da ausência, entre meus cálices, os licores azuis...

Revolta a gaivota ao céu, e dez violinos de cedro
chorando por alamedas, compondo as labaredas...


Páginas e lágrimas, lembro quintais dos outonos
onde o verso despia em colo a rima... obra-prima...

Das catedrais de mármores levantam lembranças
fatos e fotografias, e tardes daquelas esperanças...

Os álamos agora serão quadros, emoldurados em
paredes de cores frias, notas ocultas às ventanias...

E tão logo ao entardeceres, ouço aquela melodia
da ausência, entre meus cálices, os licores azuis...

PAMPOETA

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