domingo, 28 de setembro de 2014



E assim o meu coração... como se fosse pássaro em deleite
no monte... luz e paz no céu do horizonte... amor para doar...

O regaço do valente... soldado combatente assim (eu) estou,
olhos na plenitude, mãos dadas com os anjos dali que canto...

Quero flores, peço cores... enalteço os jardins nos olhos dela,
das páginas à aquarela... tons cintilantes do novo amanhecer...

O tempo da colheita, os frutos amadurecidos, do beijo colhido,
um abraço apertado, e os sentimentos compartilhados vividos...

E assim o meu coração... como se fosse pássaro em deleite
no monte... luz e paz no céu do horizonte... amor para doar...

PAMPOETA



Moro entre as ilhas do silêncio... amanheço na paz do
seu amor... em portais abrigo o sol e a poesia no peito...

Contemplo seu corpo e o contorno ao meu, onde a luz
refaz-me e tomo-te como se fosse à outra primeira vez...

Alguns pássaros azuis estardalham seus cantos no céu,
flores se abrem e íntimas pétalas esperam fecundações...

O lírio agasalhou a rosa após a prosa dos atos profundos,
e naqueles delírios fecundos amanheciam e estremeciam...

O jarro d'água sobre à mesa e naquela certeza dos lençóis,
um branco cetim ainda em frescor, e no leito o nosso sabor...

Moro entre as ilhas do silêncio... amanheço na paz do
seu amor... em portais abrigo o sol e a poesia no peito...

PAMPOETA

domingo, 21 de setembro de 2014



Naquele brilho do olhar recolhi meus fragmentos,
refiz o diamante de minh'alma e estou composto...

Vidas e melodias entre girassóis, rosas e arrebóis,
um beijo intercalou lábios, o silêncio falou de amor...

São novas páginas do tempo no momento do céu,
então canto com os pássaros nas altas montanhas...

Dos amanhãs os sabores das maçãs, nas cirandas
poesias de Deus e álamos enfileirados nos quadros...

E as estrelas guiaram nova lua, e o rio guiou o mar...

PAMPOETA



(...) refaço-te nas chuvas... as curvas... teu corpo escorre
perfume de mulher... então envolvo-me em seus desejos,
cetim dos lábios, seda dos beijos... amanheço em poesia,
corpos em flor... pássaro de cor... tão paixão... tão amor(...)

PAMPOETA


...assim... naquele momento recordei aquela paz perdida no tempo,
foi acaso, foi destino, foi alma e devoção... foi rio e mar, compaixão...

...sorriso por trás das vitrines, e olhos nos olhos entre a lua e o céu,
na volta dos pássaros perdidos, o sino, orações dos ventos antigos...

...extraordinário orquidário, tão belo e renova-se o cenário, anoiteço
esperando o amanhecer... esperanças na aurora, nas flores e flora...

...uma declaração celeste os anjos das ocasiões, abrem os portões,
as providências, as evidências, restaurações entre as reticências(...) 

...assim... naquele momento recordei aquela paz perdida no tempo,
foi acaso, foi destino, foi alma e devoção... foi rio e mar, compaixão...

PAMPOETA






Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas
e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...

Precisávamos um do outro... daquelas mãos dadas,
dos pássaros, das praças, das poesias derramadas,
fomos alma na alma, fomos carne na carne... lábios...

Lábios aguçados, adocicados, tantos feitos e efeitos,
e entre o pólen daquelas rosas e o néctar das maçãs,
avenidas enlouquecidas, amor e paixão das manhãs...

Delirantes, os mais ousados desejos, regados beijos,
naqueles corpos que escorriam, embriagantes vinhos,
e cúmplices entre os cetins, íntimos atados e amados...

Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas
e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...

PAMPOETA

quarta-feira, 10 de setembro de 2014






Denotas as notas em seu coração e sinta...
Ouvir uma canção e degustar com a alma
também é poesia... 

PAMPOETA


E minh'alma entre as aves, naquele culto absoluto ao amor, 
foram páginas de vidros... corações relidos até o pôr-do-sol, 
e tornaríamos diamantes nas revoadas, céu entre mosaicos...

Nossas ilhas e um mar de mel... nunca seremos os mesmos
até o último sinal... margaridas e girassóis, lábios dos anjos,
íntimos e acrílicos, rastros de flores no chão, altos da paixão...

Um aceno entre as folhas úmidas, uma separação de almas,
ventanias em muros de outono, sobre contorno o desespero,
cantamos, nos amamos, e foram momentos os mais divinos...

Cavalgamos por catedrais de pedras, colhemos rosas e lírios,
lícitos e conceptos... amantes e vorazes... melodias e claves,
lembranças de um banco, um lago, e um sorriso lindo e largo... 

E minh'alma entre as aves, naquele culto absoluto ao amor, 
foram páginas de vidros... corações relidos até o pôr-do-sol...

PAMPOETA

Sim... precisei daquele tempo e da percepção,
e alguém permaneceria n'alma daquele amor,
outras nos ventos, folhas passadas da paixão...

PAMPOETA





E uma tarde de um outono qualquer e uma solidão
acompanhada por mim... e algumas folhas ao chão, 
daquela imagem nas íris... uma miragem do ventre,
no íntimo ainda sinto... olfato carnal daquela mulher...

E não posso sentenciar a minh'alma, e nem mesmo
conspirar contra os meus desejos... mais profundos,
e como manusear, romper com o sangue nas veias,
arrasto meus rastros nas areias... mas o vento grita...

Foi quase ontem, um livro de poemas e uma paixão,
emoldurados entre os versos e nas rimas, e no gozo 
lavas vulcânicas, e daquelas entranhas estremecidas,
um vingo de muitas eras, e esperas por tanto querer...

Foi a carne acoplada com a alma... a rosa fecundada,
amantes ardentes e cúmplices, inocentes e culpados...

PAMPOETA


...estradas dos meus poemas, esquinas das ventanias,
momentos flores de carne, e n'outros almas de pedras...

...lírios em olhares acrílicos, sentenças e peito aberto,
amar uma sintonia, sons e claves, notas uma sinfonia... 

...parques íntimos, lábios e sorrisos, imagens e florais, 
catedrais e cedros dos tempos entre lagos de vitrines... 

...estradas dos meus poemas, esquinas das ventanias,
momentos flores de carne, e n'outros almas de pedras...

PAMPOETA





sexta-feira, 5 de setembro de 2014




E foi naquele vicio de amar... amei assim...
nem puderas imaginar o quanto... e ilhas
estendidas entre tantas, estrelas do céu...

E foi assim, quase assim, eu mesmo me
perdi de mim... era setembro... me lembro,
pássaros noturnos vertendo suas lágrimas...

Entre folhas os versos, prantos e páginas...
foi um sonho de sonho... flores de marfim,
os diamantes, amantes, jardins e serafins... 

E foi naquele vicio de amar... amei assim...
nem puderas imaginar o quanto... quanto ???

PAMPOETA



...aquela alma de rosas em mulher dilatava o meu íntimo ser,
encantava-me o toque... lábios de cetim e seu batom carmim...

PAMPOETA



..então alimentou-se, despindo o véu... por ali colheu a flor
da pele... um momento absoluto, um culto ardente ao amor...

...dedilhou tuas páginas, escreveu às suas margens em mel, 
em ouro, em sais... abertos portais e atos vingaram, amaram...

...acetinadas composições, sedas e florais, e naquele calor
o sol entre a lua... lábios e líbidos... tão cúmplices e carnais...

PAMPOETA

terça-feira, 2 de setembro de 2014




A poesia fecunda... a poesia acalma... poesia a voz
das almas... cavalgamos entre campos verdoengos e
ladrilhamos em portais celestes... e a poesia é isto...

A poesia é sonho... melodias no alvorecer, cante-me
para ouvir-te entre os passarinhos, ninhos enobrecer
outrora, nova aurora, és poesia, então assim eu canto...

A poesia é regar... e plantados os versos e das rimas
aflorar, procuro-te à beira mar, nas ilhas de mármores 
entre molduras das almas, poesias e flores de palmas... 

A poesia fecunda... a poesia acalma... poesia a voz
das almas... cavalgamos entre campos verdoengos e
ladrilhamos em portais celestes... e a poesia é isto...

PAMPOETA


...preciso separar o joio do trigo, não quero pedras
invalidas e nem ervas-daninhas... ao que sobrou o
tempo dirá, mas minhas intuições... as reconheço...

...amanheço só, porém com aquele sol da verdade
ao meu lado... outras composições e aprendizados... 

PAMPOETA



























Pássaros antes do amanhecer, repaginei seu íntimo
entre portais da madrugada, escancarei suas janelas...

Estardalhei tuas ilhas, teu laço da paixão e do amor,
água que lhe banhou, vingo que lhe rasgou, cantou...

Em meados de setembro, ainda me lembro, delícias
e fendas... difamadas as brancas, sedas dos lençóis...

E indefesa pelas entranhas, os delírios, as façanhas,
o cio, o poema se deita... um rio aceso, su' flor aceita...

Aflorados em núpcias, sem renúncias, líricos e lícitos,
regados, acrílicos, mas no luar, um íntimo envaideceu...

PAMPOETA
                                                                 







...atento naquele tempo, onde a melodia renascia,
foi mágico e noturno... universo e verso da paixão...

...estendia-se o luar entre cetins de prata, e após
a serenata, pôr do sol à tecer, rosas do alvorecer...

...exatamente primavera, nova era... e admiráveis 
jardins, amantes, catedrais de pedras e jasmins... 

...alguns mosaicos em pétalas pela pureza, pelo
perfume, n'outro lado daquele rio, gaivotas e lume...

...estações dos trens da cidade, e naquele quadro 
amarelado, prantos das almas, e tantas saudades...

PAMPOETA

segunda-feira, 1 de setembro de 2014


...fale-me do seu dia... das suas alegrias, e das suas 
esperanças, então beije-me em silêncio, antes do sol,
pôr do amanhã, antes de tudo, e das páginas do amor...

PAMPOETA


E vejo flores nos olhos teus... é quando minh'alma
brilha, defronte um espelho, suas íris, tom de arco 
íris... vejo um barco, vejo um arco, vejo um poema...

PAMPOETA

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