Pássaros antes do amanhecer, repaginei seu íntimo
entre portais da madrugada, escancarei suas janelas...
Estardalhei tuas ilhas, teu laço da paixão e do amor,
água que lhe banhou, vingo que lhe rasgou, cantou...
Em meados de setembro, ainda me lembro, delícias
e fendas... difamadas as brancas, sedas dos lençóis...
E indefesa pelas entranhas, os delírios, as façanhas,
o cio, o poema se deita... um rio aceso, su' flor aceita...
Aflorados em núpcias, sem renúncias, líricos e lícitos,
regados, acrílicos, mas no luar, um íntimo envaideceu...
PAMPOETA

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