E minh'alma entre as aves, naquele culto absoluto ao amor,
foram páginas de vidros... corações relidos até o pôr-do-sol,
e tornaríamos diamantes nas revoadas, céu entre mosaicos...
Nossas ilhas e um mar de mel... nunca seremos os mesmos
até o último sinal... margaridas e girassóis, lábios dos anjos,
íntimos e acrílicos, rastros de flores no chão, altos da paixão...
Um aceno entre as folhas úmidas, uma separação de almas,
ventanias em muros de outono, sobre contorno o desespero,
cantamos, nos amamos, e foram momentos os mais divinos...
Cavalgamos por catedrais de pedras, colhemos rosas e lírios,
lícitos e conceptos... amantes e vorazes... melodias e claves,
lembranças de um banco, um lago, e um sorriso lindo e largo...
E minh'alma entre as aves, naquele culto absoluto ao amor,
foram páginas de vidros... corações relidos até o pôr-do-sol...
PAMPOETA

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