Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas
e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...
Precisávamos um do outro... daquelas mãos dadas,
dos pássaros, das praças, das poesias derramadas,
fomos alma na alma, fomos carne na carne... lábios...
Lábios aguçados, adocicados, tantos feitos e efeitos,
e entre o pólen daquelas rosas e o néctar das maçãs,
avenidas enlouquecidas, amor e paixão das manhãs...
Delirantes, os mais ousados desejos, regados beijos,
naqueles corpos que escorriam, embriagantes vinhos,
e cúmplices entre os cetins, íntimos atados e amados...
Sim, estávamos nos tempos das águas, sem mágoas
e com perfumes... ali éramos tão diamantes, originais
versos florais, amantes... nos amamos, e cavalgamos...
PAMPOETA

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