Moro entre as ilhas do silêncio... amanheço na paz do
seu amor... em portais abrigo o sol e a poesia no peito...
Contemplo seu corpo e o contorno ao meu, onde a luz
refaz-me e tomo-te como se fosse à outra primeira vez...
Alguns pássaros azuis estardalham seus cantos no céu,
flores se abrem e íntimas pétalas esperam fecundações...
O lírio agasalhou a rosa após a prosa dos atos profundos,
e naqueles delírios fecundos amanheciam e estremeciam...
O jarro d'água sobre à mesa e naquela certeza dos lençóis,
um branco cetim ainda em frescor, e no leito o nosso sabor...
Moro entre as ilhas do silêncio... amanheço na paz do
seu amor... em portais abrigo o sol e a poesia no peito...
PAMPOETA

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