sábado, 5 de setembro de 2015










E tão logo ao entardeceres, ouço aquela melodia
da ausência, entre meus cálices, os licores azuis...

Revolta a gaivota ao céu, e dez violinos de cedro
chorando por alamedas, compondo as labaredas...


Páginas e lágrimas, lembro quintais dos outonos
onde o verso despia em colo a rima... obra-prima...

Das catedrais de mármores levantam lembranças
fatos e fotografias, e tardes daquelas esperanças...

Os álamos agora serão quadros, emoldurados em
paredes de cores frias, notas ocultas às ventanias...

E tão logo ao entardeceres, ouço aquela melodia
da ausência, entre meus cálices, os licores azuis...

PAMPOETA

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