segunda-feira, 4 de agosto de 2014














Assim... pelas janelas a magia daquele que seria

as páginas de uma saudade, o trem que recolhia

sonhos e tantas almas, sorrisos de tantos anjos

Seus dormentes e adormecidos, pelas paisagens

imagens cultuadas no íntimo em lágrimas do ser

Como esquecer os trilhos, as casas e alvenarias,

seis horas Ave Maria, a estação, o céu e o trem

E folheando aquele jornal, lembro-me do homem,

mais um passageiro do tempo, do momento em

que as horas eram senhoras das linhas daquele

Assim... pelas janelas a magia daquele que seria

as páginas de uma saudade, o trem que recolhia...


PAMPOETA







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