Então absolve-me dessa paixão descabida, onde as rosas
banham-se em lágrimas... e recolha os meus tolos versos...
E minh'alma entre o céu de mármore vagueia na imensidão,
ore por mim nas catedrais de bronze, meus olhos de longe...
O pôr do sol apontou na esquina, e aves de rapina ao chão,
barco daquele quadro à deriva, meu porto em sal, e solidão...
Alguns impertinentes de outras vidas devoram-me em risos,
outros indecisos parecem querer, iluminar-me n'outro salão...
Rasguei... e não tenho mais fotos, e não tenho mais cartas,
tenho sim, a prece de caritas e um anjo da guarda de prata...
PAMPOETA

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