Desencadeiam os momentos mágicos,
e desfaço-me das celas e das pedras...
Olho a imensidão, vejo as montanhas
de mármore, de novo o pássaro azul...
Logo cantar onde o amor esteja livre,
e minh'alma em versos de diamantes...
Uma libertação, um grito na alvorada,
e somente os valentes recompõe-se...
E ouço os cantos naquelas catedrais,
entre as portas os hinos gregorianos...
Por entre os portais do céu, pilastras,
mosaícos da minha vida, encanto-me...
Tantas estradas, tantos desencantos,
mas, por agora recolhidos os prantos...
Dentre horas de chorar, por ali chorei,
engoli todas as minhas lágrimas, voei...
E refaço-me entre muralhas e páginas,
e desfaço-me das celas e das pedras...
PAMPOETA
Belíssimo! Tanto o poema quanto o vídeo. Parabéns!!!
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