Em meados daquele outono, seus
lábios em deleite, mel em contorno
Entrelaces laçados ao amanhecer
tecida à querida flor... enlouquecer
E a pele cravada sua pele, o íntimo
lateja as entranhas, tantas estrelas
E vontades por tê-las, umedecidas
fendas paridas... versos submersos
E encantados com o tecer os lírios
fincados seus portais sóis acrílicos
Das lágrimas nas areias, solicitude
sentinelas daquele amor em atitude
E os ventos, ordenados pelas vidas
melodias, arte poesia da despedida
Daquelas lembranças os carrosséis
e cataventos, rodas gigantes, anéis
Em meados daquele outono, seus
lábios em deleite, mel em contorno
PAMPOETA

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