domingo, 27 de julho de 2014





Minha solidão são catedrais anônimas
Sinfônica alma em prantos dos cantos 
E contento-me seus sóis aos quintais
Luas, noites, lacrimais e desencantos

E trago-te em versos, entre as pupilas
Enxergo-te nos campos sobre lençóis
São confrontos íntimos em guerrilhas
Coração ardente em feixes e arrebóis 

Então, vagueio em noturnas estações
Acasalo o vento em minhas angústias
Sinto-me perdido, sem suas aparições
São ilhas do ser e são pedras rústicas

Vozes acústicas por de trás de vitrais
Os anjos esqueceram-me na varanda 
Desejo estourar as portas, os portais
E fico atordoado nessa negra ciranda

Minha solidão são catedrais anônimas
Sinfônica alma em prantos dos cantos 

PAMPOETA







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