domingo, 27 de julho de 2014







Assim... pelas janelas a magia daquele que seria
as páginas de uma saudade, o trem que recolhia
sonhos e tantas almas, sorrisos de tantos anjos
Seus dormentes e adormecidos, pelas paisagens
imagens cultuadas no íntimo em lágrimas do ser
Como esquecer os trilhos, as casas e alvenarias,
seis horas Ave Maria, a estação, o céu e o trem
E folheando aquele jornal, lembro-me do homem,
mais um passageiro do tempo, do momento em
que as horas eram senhoras das linhas daqueles

Assim... pelas janelas a magia daquele que seria
as páginas de uma saudade, o trem que recolhia...

PAMPOETA

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